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terça-feira, 25 de julho de 2017

O bosque sagrado

Minha existência hoje talvez possa ser melhor definida por lágrimas. Comoção, vibração...
As letras não satisfazem o que gostaria de expressar. Duvido que algum dia também farão sentido quando me lembrar. De que nesta tarde um Força indefinível se dirigiu a mim e permitiu que eu a contemplasse numa pequena porcentagem. A parcela ideal e exata que meu ser - em constante aprendizado, erro e transição é capaz de suportar.
Mesmo assim, foi muito! E, mesmo passadas algumas horas, estou em reconstituição.
Talvez tenha sentido meus inúmeros términos e renascimentos de mãos dadas ali. Talvez tenha vislumbrado a Sinfonia entre a Vida e a Morte.
A Força daquela gigante, a inominável Benevolência que não ouso explicar porque não compreendo.
Tudo em mim vibra e se imanta. Se magnetiza.
Talvez também doa porque meu ser se lembre do que ainda não saiba em palavras.
Tudo vibra, tudo ressoa na ausência das palavras.
É tanto Tempo. Uma magnificência de encontros que a mim só é permitido ver com o sopro que me anima, com a luz que me possibilita estar em movimento e compreender intuitivamente.
Estive num Templo a céu aberto. Numa permanência vitalícia. Estive neste não sei onde que habita em mim e que me é ainda insuportável por conta de toda a Vida que existe.
Eu não sei de nada.
Eu só pude sentir. E ainda sinto por lágrimas. Por lágrimas que me banham me derramando em êxtase sobre minha pequena própria existência.
É difícil acreditar nesta Grandeza Inevitável. Justo meu eu habituado à pequenez. Justo meu eu acostumado a crer na fragilidade. Não coube em mim tanta Grandeza.

Eu ainda me derramo.





                                                     "Jupter et Sémélé" - Gustave Moreau

                                                "O bosque sagrado" - Arnold Böcklin

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"Os tesouros de Satã" - Jean Delville

O  quadro pelo qual me apaixonei no primeiro contato com os quadros de Jean Delville!

Quadro - "Les trésors du Satan"  (1895)- Jean Delville (Musées royaux de beaux arts - Belgique)

Fonte: https://www.fine-arts-museum.be/fr/les-musees

Ps: Recomendamos olhar os livros de arte com a ajuda de uma lupa! É outro papo na viagem!




"Os tesouros de Satã" - Jean Delville

O  quadro pelo qual me apaixonei no primeiro contato com os quadros de Jean Delville!

Quadro - "Les trésors du Satan"  (1895)- Jean Delville (Musées royaux de beaux arts - Belgique)

Fonte: https://www.fine-arts-museum.be/fr/les-musees

Ps: Recomendamos olhar os livros de arte com a ajuda de uma lupa! É outro papo na viagem!




"A escola do silêncio" - Jean Delville

"A escola do silêncio"- aqui nosso pano de fundo -  é de autoria do pintor belga Jean Delville (1867 - 1953). O pintor simbolista também foi poeta e crítico de arte. Muitos de seus trabalhos podem ser conferidos no livro O simbolismo (editora Tachen).


Diante de "A escola do silêncio", minha mente se aquieta e, por alguns instantes, esqueço-me do quão minha personalidade  normalmente é tensa. Como afirma Bernardo Soares - heterônimo de Fernando Pessoa no Livro do desassossego: " a Arte que mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente, a Arte que alivia da vida sem aliviar de viver." E é mesmo como se eu me mudasse pra outro lugar quando vejo pensativas as serenas meninas de Delville.

Quadro: "École du Silence" - Jean Delville (Coleção particular)



"A escola do silêncio" - Jean Delville

"A escola do silêncio"- aqui nosso pano de fundo -  é de autoria do pintor belga Jean Delville (1867 - 1953). O pintor simbolista também foi poeta e crítico de arte. Muitos de seus trabalhos podem ser conferidos no livro O simbolismo (editora Tachen).


Diante de "A escola do silêncio", minha mente se aquieta e, por alguns instantes, esqueço-me do quão minha personalidade  normalmente é tensa. Como afirma Bernardo Soares - heterônimo de Fernando Pessoa no Livro do desassossego: " a Arte que mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente, a Arte que alivia da vida sem aliviar de viver." E é mesmo como se eu me mudasse pra outro lugar quando vejo pensativas as serenas meninas de Delville.

Quadro: "École du Silence" - Jean Delville (Coleção particular)