Monotemática. À primeira, segunda e terceira vistas muitos cafés.
Muitos.
E a disponibilidade, cor e chamariz das cadeirinhas:
o mesmo também.
E parecem ser as mesmas pessoas que ali sentam e frequentam.
Monólogos que se encontram,
e o mesmo olhar absorvido pela imponente arquitetura
que é famosa e célebre
porque vi em algum livro de história de que não me lembro.
(Aí, são as falas dos turistas.)
E muitas fotografias - obviamente dos celulares.
E muitas boinas ambulantes, acima de olhos sempre prontos para a próxima atração.
E por que amar este lugar?
Eu não sei... coisa legal e coisa chata tem n'importe où
não importa onde!
Eu não sei... o meu olhar também é atraído pelo ar, mas daquele que se coloca diante e além da fachada célebre! Que é muito bonita, por sinal.
Aquelas pedras que já viram tanta coisa e se ruinaram e se reconstituíram e estavam ali me reconhecendo...
Por que amar Paris? E saber que dela me enjôo?
O saguão d'Opéra Garnier, em que lá se encontram lojas e belos objetos para vender.
Cheira à vaidade. Tão somente.
Se ainda houvesse outras notas no topo daquele teto...
Mas havia?
Verde e o azul do céu.
E aquelas ruas?
Largas? Menos encantadoras. Pavimentos cansados, fartos, mas ainda assim, eternamente entregues a mais passantes!
E aquelas outras ruas? As menos largas?
Em que posso sentir um frio secular?
De que gosto tanto por que bem sei que me espreita?
Eu amo demais o que não vejo de Paris. O que intuo o que me fala...
As descobertas anódinas que, ao que me parece, são tão singulares... quase uns idiotismos!
Les fils de Caïn
(Paul Maximilen Landowski, 1906?)