segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Àqueles que nos consolam - parte I (em prol da criatividade)

 Há muito tempo que percebo que encontro por aí algumas existências que me marcaram para o resto da minha vida. São pessoas com as quais encontro em situações que não imaginaria encontrá-las. Talvez, elas apareçam para me consolar da mesmice, para me dizer que a vida pode ser surpreendente (quando menos se espera).

Tento me lembrar desde quando isso me acontece...

Desde quando era criança?

Vizinhos...

Passantes...

Pessoas pelos trabalhos afora.


Jamais me esquecerei dos olhos azuis do Vô Dacunto - vizinho da casa onde moramos, enquanto a nossa estava sendo reformada... e de sua esposa, d. Maria. Por onde andarão esses dois, se já se encontram para trás e para frente do tempo?


E ainda tem o Elvis Jesus;

A doce senhora da saída do Pronto Socorro;

As damas do hospital - pelas quais nutro um amor eternizado e agradecido;

O passante que encontrei perto da Fontaine Wallace;

Os transeutes do metrô - africanos que mais parecem deuses;


E ainda tem mais gente! 


Essas lembranças merecem cada uma o seu texto.

Mas, hoje estou cansada, com relatório para fazer. E cumprir o prazo que os adultos, responsáveis e pagador de suas contas me sugerem.

Quis escrever essas palavras para que elas me consolem.

Para que eu não me torne "um escravo martirisado do tempo".

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