quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Instantâneo

 Meteorologia interna do momento:

faz sol. Doce. Aqueles raios amenos na imaginação.

Diria um sol do fim dos tempos. Trombetas em algum lugar.

mas faz silêncio.


Não é sol do meio dia. Nem tampouco de amanhecer.

É sol de hora nenhuma. Aquela volta do ponteiro inexistente.

É bom.


De repente, aquela nuvem... aquela!

Não é nuvem de chuva. Não é nuvem esperançosa. Não é nuvem de nada.

O céu foi inventado também

e apagou-se por alguns instantes.


Ah! que medo dessa nuvem velha conhecida. Tão velha quanto o tempo que me desconheço.

Talvez seja malsã: diz a imaginação

Talvez não.

E eu é que sei?!


Sei que é aquela nuvem que me põe medo porque sei que aí vêm minhas perguntas.

E aquelas tentativas de "eu estou bem!" "eu estou bem!" "eu estou bem!" "Cadê o sol"??? "Cadê o soooollll?"

Venta num suspiro. Com raspas de limão.

Espera o olhar apoiado no cotovelo esquerdo.

Calmaria

Até já esqueci se vai chover.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

O novo normal

 

Descendo embarcados num carrinho de ‘Montanha Russa’ enferrujado:

sem paisagem do alto,

com o trilho todo encarquilhado,

e a criança sozinha, sem cinto de segurança.

 

Isso tudo é, de certo modo, algum tipo de adrenalina reversa?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Ih! Pasmei!

 Mas por que sempre lembrar essas coisas longínguas?

A verdade, porém, é que há uns dias inesquecíveis,

uns fatos inesquecíveis, dentro de nós.

Tudo o mais, o que vivemos, gira em redor deles

Cecília Meireles - V - (Dispersos)


"[...] mas também não pude gostar da arquitetura da igreja, 

e fiquei triste, porque a melhor coisa da vida

é poder-se amar e admirar.

Cecília Meireles - "O miraculado" 

(Crônicas de viagem)


Faz muito tempo que não sinto vontade de ler o que escrevo. Quando eu era adolescente, ou mesmo criancinha, eu adorava escrever pra depois reler. Hoje, aos 43 anos, minhas circunvoluções mentais continuam...  Entretanto, tenho sentido um despender de vitalidade imenso quando tento reproduzir concretamente o que penso ou sinto.  Ainda assim, escrever é uma paixão. E paixões caminham lado a lado do ‘gostar’. E gostar me faz bem.

                Pra variar, tenho convivido comigo. Aos poucos, de outro jeito. Constantemente me reconhecendo um pouco –  E, pra variar, na percepção lenta de que o plano de ‘me conhecer’ consta em seu vigor vitalício (bobagem ter pressa!)

 

                Às vezes canso a mim mesma. Estou andando pelos cômodos da casa. Sei lá, fazendo uma atividade qualquer. E, subitamente:  cansada. Precisando urgente de uma pausa para digerir algo invisível ... (fui ensinada que não é bom comer em pé). Ou quando estou lavando o rosto, por exemplo, outra vez, uma hecatombe de cansaço. Um despenhadeiro, uma avalanche, uma maratona recém percorrida sem qualquer tipo de preparo anterior. Preciso parar. Fechar meus olhos. Esperar.

                Lembro que meu pai, quando pegava um nenenzinho no colo, (ele gostava de bebês) se divertia quando o ser pequenininho, de repente, começava a olhar pro nada. O reizinho ali, paparicado por todo mundo, todos à espera de alguma gracinha, alguma gargalhadazinha sua, e, súbito: absorto! Era quando meu pai dizia: “ Ih! Pasmou!”

Era tão bom ver e ouvir aquele comentário. Ainda hoje, sorrio comigo quando me lembro da cena. E gosto de me entreter ao pensar que aquele bebezinho constatava sua condição mortal, longe de estar bem adaptada na vida.  (O bebê já se cansava?) Era um infantil pasmo metafísico aos olhos divertidos do meu pai!

Hoje, sinto que talvez eu seja meio parecida àquele bebê: uma pasma súbita.  Subitamente cansada e tragicamente esperançosa (e quais eram as esperanças daquele nenenzinho?)

Posso adivinhar os olhos sorridentes do meu pai em algum lugar...

                


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Devaneio

 É como se eu subisse outra vez,

no mais alto penhasco da mais bela
dentre as ilusões da terra.

Eu retorno e olho para este diagrama.


Nuvens são escolhas mútuas. E cinzas estão úmidas de perda.

tu.




sábado, 29 de maio de 2021

Encantamento

   Há muito tempo que não publico texto de qualquer natureza neste espaço Imaginópolis... Tanta coisa se passou, e ainda perdura. Outras coisas ainda nem pararam de acontecer - o que, teoricamente, eu disporia de maior tempo para a elas me adaptar. Mas, de fato, tocamos aqui numa questão única e exclusivamente de teoria.

Senti vontade de escrever e de me expressar, a partir de um profundo sentimento de perda. Não é novidade pra mais ninguém que a morte nos vem sendo um assunto mais assíduo, ou talvez, bem mais aproximado desde o começo de 2020 (ainda que, em nada queremos nos unir ao assunto). E as vacinas, e a falta delas, e a sua eficácia, e os testes, e os complotismos,  e as opiniões, e as politizações, e a irresponsabilidades, e os medos, as incertezas, as tristezas, e os surtos....

...!!.....???.....!!! ...

O fato é que ontem, soube da morte (vítima do vírus) de um ser extremamente importante para minha existência. Embora esta mulher com ares de criança não estivesse diretamente relacionada ao grupo de pessoas da minha frequência, a morte física (sim o espaço é meu e eu escrevo aqui que acredito na continuidade) de Gisele me ensinou que proximidades e lonjuras em nada interferem na grandiosidade do afeto; na alegria em saber da existência de alguém de quem gostamos muito. Estando longe ou perto dela, para mim, o mundo sempre foi mais alegre, sorridente e querido com a Gisele nele.

Gisele - este nome de sonoridade absolutamente convidativa... Sempre achei que, associado à sua dona, nunca esteve tão bem representado!  Nas ocasiões em que pude ver e sentir Gisele, sua presença me fez perceber que algo grandioso se passava internamente comigo. Era que nas ocasiões em que a vi e a senti, pude confiar mais seguramente na benevolência das pessoas que moram na Terra. 

Seu sorriso... a luminosidade de seus olhos sempre me reforçaram o que entendo por bondade. A disposição do seu olhar, do jeito de sua presença angelical -  me foi , na verdade, uma oportunidade para conhecer a beleza clara de ser bom.

Agora, neste momento, sinto vontade de dizer que meu coração se entristece em saber que serei privada dos encontros com  Gi. Que não me serão mais possíveis os momentos  rápidos em que dávamos tchauzinhos uma pra outra;  encontros em que nós nos falávamos com tamanha afeição e alegria! 

Sentindo essa tristeza pensante, experimento a aceitação (ou a dificuldade dela) de que quando alguém amado morre, de formas muito específicas - para o mundo também morremos. E, estando nele, transformamo-nos.  É certo que depois virá a fase de aos poucos absorver mais profundamente novas facetas do existir. Para, enfim, novamente nos redescobrir, nos reinventar, e renascer com cada ausência amorosa que ganhamos. (Fase para um depois.)

No entanto, lenta e hesitante, iniciei o processo de constatar que continuo na vida,  sem a presença da Gisele no mundo.  E meu peito se esvai numa espécie de desmoronamento incandescente. Porque, exatamente agora, reservo-me o direito de achar o mundo menos bonito. Menos encantado. 

Numa tentativa talvez malograda de acolher minha dor, registro aqui que conheci Gisele. Que fui feliz neste mundo por haver presenciado o sorriso emanado de seus lábios, de seus olhos, de seu ser integralmente belo.

Guardo comigo um presentinho que ela me deu: resultado de um belo encontro em que, mais uma vez,  estivemos muito felizes com a presença uma da outra. Uma simpática caneta verde, com um ursinho panda na ponta. Um ursinho forte abraçado a seu bambu: ursinho panda matreiro, leve !  Todo o encantamento condensado ali... Uma caneta também encantada, visto que representa o poder do afeto de quem gentilmente me a ofertou.

Já disse o bruxo João Guimarães Rosa que "As pessoas não morrem, ficam encantadas". No caso da Gisele,  temo dizer que a linda máxima do grande mago foi subvertida: Na vida, Gisele esteve sempre encantada! E por onde esteve, as pessoas brindadas com a sua presença também encantadas ficaram!

Obrigada, Gi, por também ter me encantado! Digo a você, querida, que encantada seguirei pela vida, tentando praticar o que simples e belamente me ensinou: Amar.




sábado, 28 de março de 2020

"Voar, voar, subir, subir"

"Cada vez que o reino do humano me parece condenado ao peso, 
digo para mim mesmo que à maneira de Perseu eu devia voar para outro espaço. 
Não se trata absolutamente de fuga para o sonho ou o irracional. 
Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, 
que preciso considerar o mundo sob outra ótica, 
outra lógica, outros meios de conhecimento [...]"

Italo Calvino - Seis propostas para o próximo milênio



O que tenho feito para mudar minha ótica a respeito do mundo? Da condição do "reino do humano"? E da sua densidade? 
De que outro modo ouvir? 
Ver? 
Entender? 
Quais formas posso descobrir de compactuar com o silêncio? E quantas mentiras me dou conta de que conto pra mim quando falei sem parar? 
Quantos modos tenho eu de procurar a lua na quietude do céu ? E, à noite, como  invento quantas estrelas minha visão é capaz de conceber?

E os seus olhos nos meus? 
Quando de fato eu os vejo?

Minha cara, um hábito do reflexo no espelho, deu pra ser mais do que espaço que miro para pentear os cabelos. Eu mesma dei pra mirabolar os mesmos problemas, de modo ainda mais velho e gasto...
Sinto que não sei muito bem andar comigo, ainda mais quando pedem pra que eu fique com mais migo ainda... É quando tento alçar voo ao encalço de redescobrir (aos poucos) o que sou. Mas, o que tenho sido há tão longo tempo é muito mais forte! e logo me puxo pra baixo outra vez...

Por hora, 
nada de opinião alada sobre o que sou pra mim. O que me entendo é fincado. Bruto. Empacado. E quer logo voltar a exercer seus mandatos e costumes. Abaixo esse tempo besta em que burro deve parar de carregar  carga!

Quero voltar a ser aquilo que conheço! De cá pra lá, daí pra qui e vice-versa! Está na constituição o direito à frequência de todos os lugares e à recusa de em mim ficar abrigada! Mesmo por que nunca fui boa recepcionista de mim! Não sou pousada para minha pessoa! Talvez eu seja daqueles seres com jeito de estação! Um trem atrás do outro, com pressa de pegar o bonde menos lotado de tantos comigos possíveis. E saltar pra longe!
Acontece que a estação que sou anda  interditada... E, se tento ficar ali sentada à espera de algum trem, corro o risco de perder tempo à toa. Não tem jeito! Tenho de voltar pra casa e tentar mudar meu ponto de visão do chão pro ar.
Tenho de retomar as tentativas de alçar voo, para que do alto de mim, eu me deslumbre com um outro tipo de sol...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Memórias de uma adolescente desapontada (Era uma vez Regina Duarte)

   Ontem,  assisti ao vídeo "Malu mulher, bora começar de novo?" postado por Zélia Duncan na sua página do Instagram. Aliás,  humildemente aplaudo "Zóinozóio" - série de vídeos que me instiga a questionamentos fundamentais frente à densidade de tempos tão confusos! Antes mesmo de tentar lançar algum pensamento ("O pensamento é triste/ o amor, insuficiente;/ e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.), agradeço a artista Zélia Duncan pela força das suas palavras e por seu posicionamento sincero e lúcido que sempre me convida à reflexão.

*


   Fui uma adolescente mais ou menos típica; envolta por uma espécie de redoma super-protetora e repressiva há muito tempo perpetuada. Fui daquelas meninas que iam crescendo mais ou menos submersas na difícil fase de impulsos e transformações que pouco ou nada entendiam.  Fui mais ou menos semelhante às adolescentes interioranas dos anos 90: desenvolvi-me tensa, rígida, sobre alicerces que me cobravam o dever de conservar uma norma de comportamento herdada.  Por sua vez, tenho a consciência de que minha mãe já havia sido compelida a carregar um breviário de regras aprendido com a educação recebida da minha vó. De sua parte (ufa! que cansaço!), entendo que minha avó já havia sido treinada a manter esse compêndio de normas inventariado pela criação herdada da sua mãe - minha bisavó. Ou seja: é melhor parar por aqui a contemplação da minha genealogia de regras! Porque é difícil precisar desde quando eu contraí essa lombalgia ancestral, ocasionada pelo peso do ditame definidor e restritivo do que é ser uma mulher.

   Afirmo que fui mais ou menos uma adolescente típica pelo fato de diferir quanto à escolha dos ídolos que fomentavam as fantasias próprias da época. Naquele tempo, embora  também sequestrada pelos modismos, eu não ouvia New Kids on the block e tampouco a Madonna me inspirava! Tinham as bandas de música nacionais como RPMDominó, Polegar as quais eu não achava a menor graça! Talvez, devido ao fato de nos anos 80, a minha infância ter sido habitada pelos artista admirados pelos meus pais e irmãos mais velhos, meu gosto tenha se tornado sei lá... Um pouco diferente? Sendo assim, meus irmãos + minha mãe (professora de alma cantora, pintora e modista) + meu pai  (comerciante de espírito boêmio e poético) resultaram na percepção de que o belo e a arte verdadeira superam limites ou convenções. Inclusive,  estão para além da suposta diferença de gosto entre as gerações. 

   Nos anos 90, mais precisamente no ano de 1991, a rede de televisão mais famosa da época (não tô a fim de escrever o nome não, pois periga de a inspiração ir embora) reprisou - antes da novela das 6 - um de seus maiores sucessos: Roque Santeiro. Quando a novela foi lançada em 1985, eu tinha apenas 6 anos, isto é, não ligava para o frisson que aqueles personagens caricaturais causavam em todo mundo. Só me lembro do álbum de figurinhas que meu pai comprou para meus irmãos e de como eles se divertiam com toda aquela febre! Na reprise de Roque Santeiro em 91, nós já tínhamos vídeo-cassete (era o máximo poder gravar os programas que a gente gostava!). Para encurtar a história: eu não perdia um capítulo sequer, acompanhando tudo com meu pai e ainda gravando os capítulos para reassistir mais tarde! De quebra, Roque Santeiro passou a representar os momentos de proximidade com meu velho que era pessoa fechada. Nós ríamos muito juntos, enquanto  ele mencionava a inteligência da trama brilhantemente desenvolvida por Dias Gomes! Eram risos também fomentados pela fruição da ironia, da sátira, da crítica!  Resultado? Não foi  difícil de me apaixonar por aqueles personagens teatrais! Não foi difícil de me apaixonar por um personagem em específico: a cômica,  a irreverente e burlesca Viúva Porcina!
   
  Se na adolescência, eu já tinha uma inclinação forte para as artes, depois de ver a atuação de Regina Duarte em Roque Santeiro, eu tinha a certeza dos meus 12 anos de que seria atriz de teatro! Mais tarde, aos 14, a descoberta da poesia teatral de Cecília Meireles (pausa para a comoção do amor) vinha confirmar e reforçar a escolha de querer ser artista! E ser professora seria uma forma de eternizar o amor pelo palco, pela liberdade de expressão? (pausa para um possível talvez). O fato é que quando eu me apaixono, a entrega é certa! Nas minhas aventuras de fanzoca, quis saber absolutamente tudo sobre a atriz Regina Duarte! Do que ela gostava, quais os artistas eram suas referências, o que ouvia, o que amava, quais os valores que  defendia! Aquele ídola dos meus 12 anos me incentivou a querer conhecer sobre o universo das artes e do pensamento. Regina Duarte incentivou a adolescente a pesquisar sobre teatro, poesia, música, filosofia e a amar esses universos! Era nítida a impressão de que as ideias revolucionárias daquela artista traduziam o modelo feminino que gostaria de me tornar: uma mulher forte, independente, culta, inteligente, versátil! Enfim, um ser  livre! Por meio de suas entrevistas e dos programas dos quais participava - ouvi falar pela primeira vez em Guilherme de Almeida,  em A vida é sonho de Calderón de la Barca, em Simone de Beauvoir! Lembro-me ainda hoje de sua menção ao livro Memórias de uma moça bem comportada (tenho o livro)

  Com Regina Duarte, minha adolescente ouviu falar pela primeira vez sobre temas como: emancipação da mulher, divórcio, discussão sobre aborto e liberdade sexual. Até mesmo soube de sua participação do movimento "Diretas já" ao lado de Fernanda Montenegro, Marília Pera e tantos outros artistas! Era  realmente fascinante sua forma revolucionária de se expressar ao mundo! Na verdade, eu sentia até certa lisonja por haver escolhido uma ídola como Regina Duarte! Certamente, sou agradecida àquela atriz dos anos 80 e começo dos anos 90 por ter me apresentado um mundo rico, diverso, igualitário e libertador! O mundo das artes! Felizmente, percebo que minha adolescente levou consigo todo esse ensinamento para a vida adulta. É em respeito à sua memória, que venho decepcionadamente lamentar o que foi feito da artista que a inspirou na época. 

   Hoje, com grande tristeza, tenho a constatação de que a ídola da minha adolescência foi suplantada por uma figura absolutamente desconhecida. Com o passar dos anos, tenho a impressão de que aquela artista maravilhosa foi completamente substituída por uma espécie de sósia: no seu lugar, há uma mistura de business woman ao estilo capitalismo selvagem com a senhora dona Sinhá dos tempos do Brasil da escravidão.  Uma velha proprietária e careta, dona de um discurso cínico, calculista, retrógrado, preconceituoso, machista e alienado. E quando escrevo velha, não me refiro de maneira alguma à sua idade! Velha  aqui indica a acepção caduca do termo! Para mim, nos dias de hoje, determinadas infelicidades de sua autoria do tipo: "brincadeira homofóbica da boca pra fora" e "que dizia que lugar de negro é na cozinha" parecem sintetizar tudo aquilo que há de mais obsoleto e decaído!

   É triste ter de escrever este texto-desabafo, cuja intenção é procurar uma justificativa plausível para a escolha de alguns ídolos da adolescência.  Faço questão de aqui registrar que esse texto não tem o propósito de ofender a pessoa da atriz e tampouco atacar e desrespeitar seus posicionamentos. Peço desculpas se, por ventura, ele incorre neste equívoco! Trata-se mesmo de um desafogo um tanto acalorado e desiludido, diante da perda de uma referência. Nada mais! É a tal da minha porção adolescente que se sente bastante desapontada. Sabe aquele papo de que o problema não é com você, é comigo? Então, é mais ou menos isso...